mardi 20 décembre 2011
O MAPA DA COCAÍNA NA BOLÍVIA!
1 Segundo Douglas Farah, pesquisador sênior do Centro Internacional de Avaliação e Estratégia, nos EUA, "esses "narquitos" bolivianos não têm redes internacionais para mover o produto, quando está terminado", diz ele. "Entram aí os grandes grupos brasileiros, porque é um mercado muito fácil de alcançar. E também os mexicanos, buscando alternativas para a sua linha de produção. Todos estão ali, tratando de armar as suas redes." Com 3.500 km de fronteira seca com o Brasil, a Bolívia tem muito mais vias para escoar sua cocaína para cá do que o Peru e a Colômbia. "No último ano e meio, o Brasil se converteu em uma das mais importantes rotas da droga peruana rumo à Europa", diz Jaime Antezana, especialista em narcotráfico no Peru.
2. Segundo a ONU, a Bolívia é o terceiro maior produtor mundial da folha, com uma área plantada de 31 mil hectares, atrás de Peru e Colômbia. Não há, no entanto, uma estimativa precisa sobre qual seria a área ideal para atender à demanda interna. Uma lei de 1998 reconhece apenas 12 mil hectares como legais para o uso tradicional. Mas o governo anunciou na semana passada que pretende atualizar essa lei.
3. A produção boliviana divide-se em duas grandes regiões. A primeira delas, a dos Yungas, fica no altiplano boliviano, próximo a La Paz. Há ali uma área estimada em cerca de 20,5 mil hectares, com uma produção de 28 mil toneladas, segundo Guedes. A segunda, fica na região conhecida como Chapare, perto de Cochabamba, onde apenas 10,1 mil hectares rendem 27,5 mil toneladas da folha. "De qualquer maneira, isso é muito mais do que se pode mascar ou fazer chá", afirma Bo Mathiassen, representante da UNODC no Brasil. "A Bolívia ainda tem uma produção muito maior do que a demanda. O resto deve estar indo para o lado errado."
4. No Chapare, apenas 4% da produção é negociada no mercado de Sacaba, responsável pela comercialização da produção local. O fato de que a folha do Chapare não é considerada própria para o uso tradicional - por ser mais ácida e de menor qualidade - só faz aumentar a suspeita de que boa parte da produção seja desviada para o tráfico.
5. Há países onde o narcotráfico opera com impunidade nas esferas mais altas, como na Venezuela e na Bolívia. Há uma criminalização generalizada desses governos. Seu plano econômico é insustentável e todos se vinculam ao narcotráfico, às Farc [narcoguerrilha colombiana] e a outros grupos criminosos como forma de sobreviver economicamente.
6. Na Presidência boliviana desde 2006, Evo Morales acumula o cargo de presidente da Federação de Cocaleiros do Trópico de Cochabamba. Durante seu governo, a área plantada com coca na Bolívia subiu de 25,4 mil hectares para 31 mil hectares no ano passado.
7. As divergências com os americanos também estão atrasando a assinatura de um convênio entre os dois países e o Brasil para o mapeamento dos plantios da folha de coca na Bolívia. Pelo acordo, o Brasil forneceria imagens de satélite e atuará na capacitação da polícia boliviana para a leitura desses dados. Já os americanos forneceriam equipamentos de GPS e outros para fazer a medição dos cultivos excedentes. Mas, diante da resistência de setores do governo Morales, a formalização desse acordo vem sofrendo sucessivos adiamentos.
mercredi 7 décembre 2011
PARA ONDE VÃO OS JORNAIS!
1. "Quem está tendo problemas são os jornais regionais", disse em debate sobre o futuro da notícia no Center on Foreign Relations (Washington). Para seu colega Tom Rosenstiel, que dirige o Projeto para Excelência no Jornalismo no Centro de Pesquisa Pew, pesquisas com o leitorado indicam que os grandes veículos se tornarão maiores. "A concentração [de leitores] em cima vai aumentar", afirmou. "Os números indicam que há crise de financiamento, não de audiência."
2. Os analistas afirmam que os jornais de porte médio tendem a sobreviver apenas na versão digital, com edições dominicais impressas. O desafio é criar um modelo rentável na transição para as plataformas digitais, onde os anúncios escasseiam e são baratos. "No 'New York Times', enquanto quase dois terços da audiência vêm das plataformas eletrônicas hoje, somente 15% da receita vem daí", diz Rosenstiel. Os dados são anteriores ao início da cobrança pelo acesso digital.
3. Com a enorme capacidade de disseminação que as ferramentas digitais trazem, a reprodução e a ressonância do noticiário aumentaram. Por isso, disseram caber às empresas jornalísticas continuar investindo no conteúdo da cobertura. Schaffer vê um leitor mais seletivo. "O volume de informação é tamanho, há tanta coisa no meio disfarçada de notícia -campanhas políticas, publicidade-, que é preciso ter esperteza de consumidor para discernir o que é notícia de fato."
OS POLÍTICOS NÃO SABEM EXPLORAR AS REDES NA INTERNET!
1. Existe algo de medo. "Os partidos não levam a sério a comunicação “online”, porque lhes dá pânico: eles sentem como algo que não podem controlar, como fenômenos que são desconfortáveis, irritantes, com efeitos que não entendem, em um ambiente no qual se movem como um elefante pisando em ovos", disse Enrique Dans, reconhecido blogueiro e professor do Instituto de Empresa. De acordo com Dans, "os partidos, erroneamente, acreditaram que têm que estar no Twitter “porque isso é o que está na moda”, sem parar para pensar que, de fato, é uma ferramenta para o diálogo e para a comunicação bidirecional". Emitem propaganda e “spam”, raramente estabelecem um diálogo autêntico.
2. O próprio Dans reconhece que "aplicam princípios de comunicação ultrapassados, procedentes de outros meios de comunicação e mentalidades, e acreditam que "quanto mais, melhor”: “O político que melhor utiliza o Twitter” "é aquele que entende ser uma ferramenta de comunicação pessoal e individual". Você pode colocar outros para gerenciar sua conta no Twitter, mas "se você não vai responder, não vai se comprometer para ser o mais transparente possível, é melhor não usá-lo".
3. Lembra Luis Arroyo, a Internet é vista como "irrelevante" para os políticos por acharem sua importância limitada no resultado das eleições. Os partidos desperdiçam, mais uma vez, a oportunidade oferecida pela Internet e pelas redes sociais de estabelecer um diálogo verdadeiro com os cidadãos, um caminho de mão dupla em que todos são beneficiados.
HOJE, NO BRASIL, A POLÍTICA FAZ-SE REPRESENTAR POR SEU SIMULACRO!
1. Na sociedade brasileira de nossos dias, de tal forma a dimensão da política se encontra rebaixada que quem quiser procurar se acercar, em meio aos múltiplos e complexos processos que transcorrem no nosso cotidiano, deve deslocar-se desse terreno e mirar para outras regiões do social. Os partidos ou se deixam enredar nas malhas do governo por cálculo eleitoral e pelas conveniências das suas necessidades de reprodução política, ou aderem a ele sem apresentar a justificação de princípios que informem suas linhas de ação, caso até daqueles que se declaram vinculados a uma orientação doutrinária definida. Sob esse registro, o que vale é manter e expandir sua influência eleitoral, fora de propósito considerações em torno de uma ética de convicção.
2. Não à toa, a mais crua e melhor tradução desse estado de coisas veio a se manifestar com a criação de mais um partido, o Partido Social Democrático (PSD), que vem ao mundo como estuário de apetites mal resolvidos da classe política e sem declinar seu programa, mas já conta com uma das principais bancadas parlamentares. Nesse sentido, o PSD pode ser apresentado como o caso mais puro, expressiva figura típico-ideal, da estrutura partidária que aí está - isento de princípios, firmemente ancorado no cálculo estratégico dos seus membros e nas suas razões, orientadas, sans phrase, para fins instrumentais.
3. Sem lugar, a política faz-se representar por seu simulacro, nessa cômica mascarada em curso em nome da racionalização, em que um dia de alvoroço provocado por denúncias de malversação de recursos públicos pode ser sucedido pela defenestração, sob aplausos e agradecimentos presidenciais, dos administradores acusados de pesadas irregularidades. Se eram inocentes, por que saíram? Se não, por que os aplausos?
PARTIDOS COM FOCO CLIENTELISTA E PROGRAMÁTICO!
1. Se clientelismo é forte, é menos provável que o desenvolvimento Econômico seja forte. Clientelismo não reduz desenvolvimento social. E cria um cinismo popular. Foco programático. Previsão de longo prazo na oferta de serviços coletivos. Para tanto, os políticos de um mesmo partido tem ideias semelhantes. Importância dessas políticas. Diferenciação entre partidos.
2. Links com estratégias. a) Pobreza e desenvolvimento como as políticas são sentidas: em geral pobres são céticos com os políticos. b) Experiência democrática. Clientelismo é relação não linear com democracia. c) Bismarck sobre Parlamento: não importa o que há lá dentro, mas se se gosta do que sai de lá. d) É maior na América Latina.
3. Tipos de Estratégia. 1) Com a crise econômica, mais programáticos ficam os partidos. 2) Quanto mais concorrência mais programático. 3) Executivo forte, mais clientelismo. / Quanto mais pobre o país, menor foco programático e mais clientelista. / Presidencialismo forte: mais clientelismo. / Partidos clientelistas se apoiam em organizações extensivas informais. Partidos programáticos em organizações formais. Partidos clientelistas centralizam suas estruturas de poder. Partidos programáticos mais descentralizados com maior participação. Partidos clientelistas têm financiamento não transparente, indo do setor privados.
vendredi 4 novembre 2011
COISAS DA POLÍTICA!
(Winston Churchill, em Grandes Homens de meu tempo) 1. Um dia Clemenceau me disse: "Não obedeço a nenhum sistema político e abandonei todos os princípios políticos. Sou um homem lidando com os acontecimentos na forma como eles se apresentam à minha experiência". Lembrou-me a carta de Monsieur de Camors a seu filho: "Todos os princípios são igualmente verdadeiros ou falsos, depende das circunstâncias". Só o que importava a Clemenceau era derrotar os alemães na primeira grande guerra.
2. Há um ponto na política em que a incompetência e a leviandade são tão flagrantes que equivalem à culpa.
ESQUERDA LATINO-AMERICANA ESTÁ MAIS PERTO DO ESTADO QUE DOS OPRIMIDOS!
1. A revolução democrática árabe não apenas chocou o mundo, mas também transformou os paradigmas tradicionais da esquerda que, não mais do que a direita, não pôde pressenti-la. Na Europa, apesar de algumas hesitações, a esquerda, em geral, reagiu de maneira positiva, acolhendo esta entrada brusca das massas como um evento de importância histórica. Não é o caso, infelizmente, da grande maioria da esquerda latino-americana. Durante simpósio realizado em Buenos Aires (8 e 9 de setembro de 2011) sobre o capital intelectual, nós, os participantes europeus, ficamos muito surpreendidos em ver nossos amigos latino-americanos defender certas posturas que estamos mais acostumados a ler, de bajuladores de ditaduras no mundo árabe.
2. As revoluções na Tunísia e no Egito, ouvimos pela boca de intelectuais que vieram da Venezuela, Brasil e mesmo da Argentina, que não eram mais do que "movimentos sociais violentos" e de maneira nenhuma revoluções. Nosso companheiro Fathi Chamkhi, universitário e sindicalista tunisiano ali presente, participante da revolução, se incendiou de indignação. Essa visão é simplesmente desoladora. É baseada em vários erros graves.
3. Em primeiro lugar, a análise está baseada no preconceito de que, não sendo lideradas por partidos revolucionários ou pela “vanguarda”, essas revoluções não podem senão fortalecer as forças de reação, mundiais. Isso é não entender nada. Em segundo lugar, se a OTAN interveio, foi sob comando da ONU e de maneira perfeitamente limitada, impedindo que a França e o Reino Unido, cujos interesses conhecemos, interviessem sozinhos. Esta intervenção, que salvou de um massacre certo as populações civis de Bengasi por parte do exército de Kadaffi, na verdade fortaleceu a vontade de resistência dos líbios em todo o país. Ele encorajou também o processo revolucionário no mundo árabe. Em terceiro e último lugar, é uma piada de muito mau gosto acreditar que Kaddafi é um amigo das revoluções latino-americana s. A verdade é que ele vendeu a certos movimentos latino americanos o mito de que seria um revolucionário anti-imperialista, banhando-se em dólares, quando na verdade não passava de um criminoso para os líbios.
4. Tal desconhecimento das esquerda latino-americana a respeito da situação árabe é suficiente para explicar, juntamente com uma boa dose de maniqueísmo, a obsessão daqueles na esquerda em colocar um rosto na insurreição dos povos. Esses "revolucionários” estão na realidade, mais perto da razão do Estado que defendem, do que da solidariedade com os oprimidos. Acordem, amigos latino-americanos, vocês que dão lições de populismo revolucionário: a revolução árabe lhes deixou muito para trás dela!
"A NOVA SOCIEDADE URBANA"! "NADA A LONGO PRAZO"!
1. Uma cidade é um lugar em que as pessoas podem aprender a viver com desconhecidos, compartilhar experiências e interesses não familiares. A uniformidade embrutece enquanto a diversidade estimula o espírito. A cidade também oferece a seus moradores a possibilidade de desenvolver uma consciência de si mais complexa e mais rica. Não são submetidos a um esquema de identidade imutável. As pessoas podem desenvolver imagens múltiplas de suas identidades, na medida em que o que são varia de acordo com as pessoas com quem convivem. Aí está o poder da diversidade - a liberdade de uma identificação arbitrária. Com relação a isso, os arquitetos e os urbanistas têm novos desafios pela frente, pois a globalização revolucionou o modo de produção, permitindo aos assalariados trabalharem de maneira mais flexível. E obrigando-os a viver a cidade de uma outra maneira.
2. Há mais ou menos 20-25 anos, as empresas começaram a se revoltar contra a pirâmide weberiana. Tentou-se "diluir", suprimir, alguns postos administrativos (utilizando as novas tecnologias da informática para substituir os burocratas) e acabar com a prática da atividade fixa para substituí-la por equipes que trabalham em períodos curtos e tarefas específicas. Nessa nova estratégia, as equipes entram em competição umas com as outras, procurando satisfazer o mais rápido possível os objetivos fixados pelo topo da hierarquia. Não se trata mais de cada trabalhador ocupar um lugar específico em uma cadeia de comando bem definida. Assiste-se à duplicação das tarefas: equipes distintas confrontam-se para fazer o mesmo trabalho de forma mais rápida e eficiente. Dessa maneira, a empresa pode atender melhor às evoluções da demanda.
3. A palavra de ordem nesses locais de trabalho "flexíveis" é: "Nada a longo prazo!" Os planos de carreira foram substituídos por empregos que consistem em efetuar tarefas específicas e limitadas. Terminada a missão, o emprego é muitas vezes suprimido. No setor de alta tecnologia do Vale do Silício, a duração média de um emprego é de oito meses. As pessoas mudam constantemente de parceiros profissionais. As teorias modernas da gestão de empresas sustentam que o "prazo de validade" de uma equipe não deve ultrapassar um ano. Mas a flexibilidade não leva à solidariedade e tampouco proporciona a democracia. É difícil sentir-se envolvido em uma empresa que não tem a natureza bem definida; é difícil agir com lealdade em uma instituição instável, que não demonstra ser leal com você. Os dirigentes de empresas descobrem que a falta de envolvimento se traduz em uma redução da produtividade e uma certa indiferença à noção de confidencial. A ausência de solidariedade, que é explicável pelo princípio "Nada a longo prazo", é um fenômeno bem mais sutil. As taxas de mobilidade geográfica passam a ser muito elevadas entre os trabalhadores que vivem a flexibilidade. O temporário é o único setor do mercado de trabalho com crescimento rápido, levando os assalariados a mudarem de casa com frequência.
4. Alguns especialistas em estudos urbanos sustentam que, para essa elite, o modo de vida na cidade tem mais importância do que seus empregos. Alguns bairros - chiques, com restaurantes na moda e serviços específicos - substituem a própria empresa como ponto de referência. A segunda expressão do novo capitalismo é a padronização do ambiente. Há alguns anos, o diretor de uma grande empresa do setor da nova economia - durante uma visita ao Chanin Building, em Nova York, um palacete art déco, com escritórios ultramodernos e espaços públicos esplêndidos - declarou: "Isso não seria conveniente para nós, as pessoas poderiam se ligar exageradamente a seus escritórios, poderiam se apropriar deles."
5. Paralelamente a essa "arquitetura-envelope" assiste-se à padronização do consumo público - uma rede mundial de lojas que vendem os mesmos produtos nos mesmos tipos de espaço, seja em Manila, no México ou em Londres. É difícil se afeiçoar a uma loja específica da cadeia Gap, ou de uma Banana Republic; a padronização produz a indiferença. As cidades deixam de oferecer o desconhecido, o inesperado ou o estimulante. Do mesmo modo, as experiências de uma história compartilhada ou de uma memória coletiva desaparecem diante da neutralidade dos espaços públicos. O consumo padronizado acaba com as referências locais do mesmo modo que o novo local de trabalho mina a memória interiorizada, compartilhada pelos trabalhadores.
"FAZ-SE VISTA GROSSA À MEDIOCRIDADE NA AMÉRICA LATINA!"
1. É sempre possível opor-nos ao sistema, à corrupção, ao clientelismo, à violência. Ao “nem tudo vale”. Uribe governou a Colômbia durante anos achando que os fins justificavam os meios. Nós não queremos um país assim. Ganhar a Prefeitura de Bogotá seria ótimo, a cidade tem uma tradição de eleger independentes, inclusive já me elegeu. Mas sei que é preciso trabalhar mais, exercer a colaboração e não sacrificar o conhecimento acumulado por objetivos de curto prazo. É preciso ter paciência, é preciso pensar.
2. Avaliamos e vimos que não seria um bom momento de voltar a me candidatar a prefeito de Bogotá. Estou gostando de atuar nos bastidores, com o objetivo de tentar construir uma tradição política na Colômbia que não necessariamente passe por um partido político. Após a eleição de hoje, vamos avaliar nossas possibilidades de trabalho. Eu gostaria de continuar levando aos colombianos a mensagem de cultura cidadã.
3. Há dois anos eu era mais otimista. Hoje, a violência e o clientelismo estão impedindo colombianos de votarem bem em vários pontos do país. Sei que a pura inocência não ganha eleição, mas também acho que, apesar disso, é preciso defender a inocência. O último prefeito eleito de Bogotá, Samuel Moreno, está preso após denúncias de corrupção, problema comum em toda a América Latina. É uma coisa cultural. Aqui na Colômbia, no Brasil, há um círculo vicioso de confiança de que a propagação do “se dar bem” nunca será punida. Esta busca do resultado a qualquer preço permite que gente questionável passe a fazer parte do bloco político, incluindo criminosos. Gente problemática disputa cada vez mais o poder. Acho que, na América Latina, a permissividade é maior por se tratar da região menos secularizada do mundo.
O Sucesso consiste em não fazer Inimigos
Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:
Regra número 1:
Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: Se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1999 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2009.
Regra número 2:
A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.
Regra número 3:
Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.
Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é! A 'Lei da Perversidade Profissional' diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais possa ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.
Muito cuidado ao tentar prejudicar um colega de trabalho; Amanhã ou depois você pode depender dele para alguma coisa!
Portanto, profissionalmente falando, e "pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm "boa memória.
"Na natureza não existem recompensas nem castigos. Existem consequências."

